Paradoxalmente, se desprender da ansiedade partia ainda mais o coração.
Nunca soube demonstrarza, mas sei que a amo de verdade: naquele momento, tive essa certeza. Talvez seja justamente a hora que eu esperava pra demonstrar isso.
Não quis olhá-la pelos vidros do portão de embarque. Disse que a esperaria voltar, não importasse o que fosse acontecer.
Não foi recíproco. Justamente isso que me trouxe a certeza.
Certeza do amor mais puro que tive. Tão puro, que dada o farrapo que sou, nem tinha o direito de senti-lo.
Mas eu sinto. Sinto e sento. Sento e aguardo. Aguardo e me guardo.
Só para ela.
Natal, 18/09/2010.
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